13 de julho de 2017

PinguWine #4 | Lavradores de Feitoria “Cheda”

Olá pessoal. Mais uma edição desta rubrica que me tem dado imenso prazer escrever, pois é uma área que sai completamente FORA da minha zona de conforto. Obrigado pelo feedback que me têm dado. Espero que continue a corresponder às vossas expectativas. Vamos lá conhecer mais umas quantas novidades?


Pois bem, a duriense Lavradores de Feitoria tem a marca “Cheda”, que acaba de inaugurar o branco de 2016, depois do rosé, também de 2016, e do tinto de 2014. Um trio de vinhos desenhados, em particular, para o consumidor descomplicado, e cujos lotes são feitos a partir de uvas de vinhas entre os 25 e os 30 anos, provenientes das quintas dos diversos produtores da Lavradores de Feitoria.

Com um perfil jovem, frutado e fresco, o “Cheda branco” contém na sua “fórmula” as castas Malvasia Fina, Síria e Gouveio. Um branco bastante aromático, que na cor é citrino brilhante e no nariz revela a notória presença de fruta, como ameixa branca e ananás maduro, complementada com notas florais. Na boca, o “Cheda branco 2016” exprime a frescura, a mineralidade e um bom equilíbrio entre estrutura e acidez, com a fruta a sobressair de novo, mas ao nível do alperce e da banana madura.

Elaborado a partir das castas Touriga Nacional e Touriga Franca, o “Cheda rosé” tem assumidamente um perfil gastronómico. A colheita de 2016 apresenta uma cor salmonada e denota a presença de fruta, sobretudo de frutos vermelhos, como a framboesa, que, em harmonia com a frescura do ananás e das notas cítricas, lhe confere vivacidade e elegância na boca. Um rosé fresco e elegante. Uma excelente opção para iniciar uma refeição de Verão em família ou um encontro de final de tarde com os amigos.

De um vermelho rubi, intenso e profundo, o “Cheda tinto 2014” é, tal como os anteriores, um DOC Douro, desta feita elaborado de três típicas castas durienses: Touriga Franca, Tinta Roriz e Touriga Nacional. A fermentação do lote ocorreu em cubas de inox, mas o estágio foi repartido entre inox e barricas de carvalho francês usadas, por um período de oito meses. No nariz manifesta-se um vinho intenso e bastante frutado, com aromas a fruta vermelha bem madura, como a ameixa, complementadas pelas especiarias provenientes do estágio em madeira. Na boca, este “Cheda tinto” é fresco, muito equilibrado, com forte presença de fruta, taninos suaves, boa acidez e uma excelente estrutura. O final de boca é muito fresco, a demonstrar capacidade de evoluir mais anos em garrafa.


Informações técnicas:
Cheda rosé 2016 – DOC Douro
PVP: 4.50€
Álcool: 12.5%
Acidez total: 5.02g/L
pH: 3.68

Cheda branco 2016 – DOC Douro
PVP: 4.50€
Álcool: 12.5%
Acidez total: 5.2 g/L
pH: 3.45

Cheda tinto 2014 – DOC Douro
PVP: 4.50€
Álcool: 12.5%
Acidez total: 5.5 g/L
pH: 3.84

Quem aí já experimentou algum destes vinhos?
Confesso que o branco suscitou a minha curiosidade!

Até lá, bons post’s ;)

6 comentários:

  1. Devo dizer que também fiquei com curiosidade, eu ando cada vez mais virada para o Rosé, é bom saber de mais opções! Beijinhos

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    1. Acho que numa próxima jantarada de amigos vou levar este vinho para experimentar :)

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